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domingo, 22 de julho de 2012

Grandes times, grandes craques do Cruzeiro

Postado por @93RAbarbosa Ás 01:33

O implacável, Piazza!


Wilson Piazza é considerado por muitos, um dos grandes craques celestes. Nasceu no dia 25 de fevereiro de 1943, em Ribeirão das Neves. Começou a carreira no Renascença e de lá se transferiu para o Cruzeiro em 1964, para ficar marcado na história do futebol brasileiro. 

Volante de muita categoria e jogadas limpas, desarmava com facilidade e marcou de forma implacável e leal o maior jogador do mundo de todos os tempos, Pelé. Piazza formou juntamente com Tostão e Dirceu Lopes, o triângulo mais bem sucedido da história do Cruzeiro, que teve seu maior reconhecimento na final da Taça Brasil de 66, com a goleada de 6x2 aplicada pelos garotos celestes contra do Santos. Nesse jogo, Piazza foi a “sombra” de Pelé, que a sofreu com a sua marcação implacável.

Marcado pelo seu forte espirito de liderança, entrou para a história do clube também como o jogador que por mais tempo foi capitão do Cruzeiro, por 10 anos consecutivos entre 1966 e 1976. Como volante do time mineiro, conquistou vários títulos, os principais da Taça Brasil de 1966, o da Libertadores da América de 1976 e 10 mineiros (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977) sendo o maior ganhador de títulos regionais em Minas Gerias.


Na sua carreira Piazza vestiu duas camisas, a do Cruzeiro e a da Seleção Brasileira. Com a camisa canarinho disputou 67 jogos sendo titular na Copa de 70 atuando agora como zagueiro, onde fez dupla com Brito e não decepcionou e ajudou o Brasil a se tornar tricampeão mundial. Na copa de 1974 foi capitão da seleção brasileira que terminou em quarto lugar. 

Piazza é também o terceiro jogador que mais vestiu o manto celeste com 566 jogos, entre 1964 e 1977, ano em que se aposentou, marcando ao todo 39 gols. Hoje é líder da Federação das Associações dos Atletas Profissionais (Faap), que coordena as atividades de cada Associação de Garantia ao Atleta Profissional (Agaps). Essa entidade se faz presente nove estados do Brasil mais o Distrito Federal, tem como principal objetivo auxiliar ao jogador de futebol após sua aposentadoria, visando à educação do mesmo, para que prossiga em sua carreira.




Por Rafael Barbosa

domingo, 8 de julho de 2012

Grandes times, grandes craques do Cruzeiro

Postado por @93RAbarbosa Ás 20:15
O grande Tostão! 



Prata da casa do Cruzeiro, ele é o maior artilheiro da história do clube com 249 gols em 373 jogos com o manto celeste.  Eduardo Gonçalves de Andrade, o grande Tostão, nasceu no dia 25 de janeiro de 1947 em Belo Horizonte. Indiscutivelmente um dos maiores craques que já desfilaram pelo cenário do futebol brasileiro e um dos maiores ídolos da história celeste.

Iniciou a sua carreira nas categorias de base do Cruzeiro em 1961, transferindo-se no ano seguinte para a base do América-MG. Em 1963 retorna ao clube celeste, no qual sobe para a equipe profissional atuando até 1972, ano em que se transferiu para o Vasco da Gama.

Pelo Cruzeiro Tostão conquistou a Taça Brasil (1966), Campeonato Mineiro (1965 a 1969) e o Torneio Início de Minas Gerais (1966) entre outros torneios regionais. Foi artilheiro da última Taça de Prata (1970) com 12 gols, Campeonato Mineiro (1965 a 1968) e das Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970 com 10 gols. Fez parte do triângulo mais famoso da história do futebol brasileiro, formado por Tostão, Piazza e Dirceu Lopez. Foi decisivo na maior goleada sofrida pelo Santos de Pelé, por 6x2 no primeiro jogo da final da Taça Brasil de 66 no Mineirão. No jogo seguinte o Cruzeiro se sagrou campeão ao derrotar a equipe santista por 3x2 em São Paulo. Após o jogo foi chamado de o “Rei Branco” pela imprensa brasileira, já que Pelé era o “Rei Negro”, mas rejeitava o apelido, pois pra ele, apenas Pelé era o Rei.

Fez sua última partida pelo clube no jogo contra o Nacional de Uberaba, em abril de 1972, o jogo acabou em 2x2, no mesmo ano transferiu-se para o Vasco da Gama, na maior transação da história do futebol brasileiro até aquele ano. Pelo Vasco jogou 44 vezes marcando 7 gols. Devido ao deslocamento da retina no olho esquerdo, trauma que o jogador vinha enfrentando desde 1969, teve que “dependurar as chuteiras” aos 26 anos.

O Mineirinho de Ouro, apelido pelo qual era chamado pela imprensa mineira, atuou 65 vezes pela Seleção Brasileira e marcou 36 gols. Foi um dos grandes nomes da Copa de 70, onde se sagrou campeão do mundo, sua maior conquista com a camisa “9” canarinha. Sendo considerado pela imprensa europeia como o melhor jogador da Copa. O craque que era dúvida para o mundial devido ao drama que vivia causado pelo deslocamento da retina do olho esquerdo, foi uma das apostas de Zagallo o então técnico da seleção. Zago foi feliz em sua aposta e o Brasil viu Tostão desfilar a sua magia em campo, armando grandes jogadas e juntamente com Pelé e Cia, levou o Brasil ao tricampeonato mundial.

Tostão ficou marcado pela sua genialidade em campo, pela sua visão de jogo que sempre resultava em grandes jogadas, além de suas cobranças de faltas. E após encerrar sua carreira passou na escola de Medicina da UFMG e se dedicou a medicina, se tornando o Dr. Eduardo. Em 1994 volta ao mundo do futebol, agora como comentarista esportivo, em 1997 lança o livro “Lembranças, Opiniões e Reflexos sobre Futebol”, pela editora DBA de São Paulo e hoje é colunista no jornal “Folha de S.Paulo”. 




Por Rafael Barbosa

sábado, 30 de junho de 2012

Grandes times, grandes craques do Cruzeiro

Postado por @93RAbarbosa Ás 01:15

O Zé!

José Carlos Bernardo, o Zé Carlos, nasceu em Juiz de Fora no dia 28 de abril de 1945. Atuou pelo Cruzeiro entre 1965 a 1977, tornando-se o jogador que mais vezes jogou com o manto celeste, ao todo foram 619 jogos marcando 83 gols.



Entre o final dos anos 60 e inicio dos anos 70, dividiu as atenções no time com outros grandes craques celestes, simplesmente, Piazza, Tostão, Dirceu Lopes e Raul Plassmann. Juntos conquistaram inúmeros títulos, nos quais se destacam a Taça Brasil (1966), a Taça Libertadores da América (1976) e nove campeonatos mineiros.

Foi um jogador habilidoso que antevia as jogadas e executava passas e lançamentos preciosos além de se destacar por suas cobranças de faltas e finalizações a gol. Mas durante seus três primeiros anos no Cruzeiro, revezou no meio de campo celeste com os então titulares Piazza, Tostão e Dirceu Lopes, até que em 1969, o então técnico celeste, Gérson dos Santos, lançou o sistema que chamava de “quadrado” no qual os quatro passaram a atuar juntos com Tostão atuando no ataque.

Atuou também pelo Guarani onde conquistou o único título brasileiro da história do Bugre, atuou também pelo Bahia, Botafogo, Uberaba, Mogi Mirim e Villa Nova, clube onde encerrou sua carreira, em 1983 aos 38 anos.

Desde então se arriscou na carreira de técnico, no qual comandou o Guarani, mas acabou sendo substituído pelo seu ex-técnico e também campeão brasileiro pelo bugra, Carlos Alberto Silva. Depois foi para o Mogi Mirim onde durante seis meses foi técnico e jogador. Comandou também o Avaí, Criciúma e Botafogo, os desconhecidos Blumenaou e Marcílio além dos árabes El Rahed e Jabalen. Encerrou sua carreira de técnico em 1996 e desde então atua nas categorias de base de times mineiros.



Por Rafael Barbosa ( @93RAbarbosa )

domingo, 24 de junho de 2012

Grandes times, grandes craques do Cruzeiro

Postado por @MarkimViny Ás 02:23
O dono do primeiro gol: Nani

Os primeiros gols da história do Cruzeiro saiu no dia 3 de abril de 1921 contra um combinado do Villa Nova e Palmeiras, time de Nova Lima, no extinto estádio do Prado Mineiro em Belo Horizonte. A equipe celeste, na época Palestra Itália, venceu por 2x0 e os gols, os primeiros da história do clube, foram marcados por João Lazzarotti, o Nani.


Nani nasceu em Gênova na Itália, em 1898 e mudou-se com a família para Belo Horizonte em 1902. Seu nome era Giovanni Lazzarotto, mas assim como a maioria dos imigrantes teve que abrasileirar o seu nome, passando a se chamar João Lazzarotti, durante a repressão do governo de Epitácio Pessoa, no Brasil.


O atacante Nani é o terceiro jogador da esquerda para a direta (usando chapéu de pescador). A foto é do amistoso que inaugurou oficialmente o estádio do Barro Preto, em 23 de setembro de 1923, em que o Cruzeiro reforçado de três jogadores da Seleção Brasileira, que pertenciam ao Palmeiras-SP, empatou em 3 a 3 com o Flamengo-RJ



Nani começou sua carreira em 1915 defendendo as cores do Yale e foi um dos 13 jogadores italianos que saíram do Yale e foram jogar no Cruzeiro, de um total de 16 desportistas. Onde fez parte da primeira equipe e como dito, foi o autor dos primeiros gols da história do clube celeste.

Os dois gols de Nani, sendo o segundo de falta marcado aos 16 min do primeiro tempo, não foram apenas os primeiros da história, como também marcou o inicio de uma era de grandes conquistas e de grandes artilheiros que passaram pelo clube, sendo ele o primeiro goleador.

Jogou pelo Cruzeiro até 1927, onde foram registrados 37 partidas e 17 gols marcados pelo atacante (Os jornais da época pouco registravam sobre as partidas e os autores dos
gols). Após sair da equipe celeste, foi defender as cores do extinto Grêmio, do bairro do Prado. Onde aposentou a chuteira a pedido de sua mãe, dona Vitória, que era atleticana e ficava desesperada ao ver seu filho marcar gols no seu time.

Por Rafael Barbosa ( @93RABarbosa )

#AvanteCruzeiro

sábado, 16 de junho de 2012

Grandes times, grandes craques do Cruzeiro

Postado por @MarkimViny Ás 12:54


Bom, me chamo Rafael Barbosa, sou estudante de jornalismo, belo horizontino e Cruzeirense apaixonado. E a partir de hoje, dono da coluna "Grandes times, grandes craques do Cruzeiro" aonde trarei pra vocês os times e os personagens que marcaram nossa história. Desde o primeiro presidente e os co-fundadores até os nossos craques da atualidade.

Desde pequenos, ouvimos nossos avôs mencionarem times e jogadores inesquecíveis que eles viram jogar, mas nós não os vimos atuando com o manto celeste.

Vocês sabem o nome do nosso primeiro presidente? Dos nossos primeiros 11 jogadores? Quem foi o jogador que marcou o primeiro gol da história do nosso clube? O nosso primeiro grande jogador? Quem foi o nosso primeiro capitão? Todas essas perguntam e outras serão respondidas aqui na coluna semanal " Grandes times, grandes craques do Cruzeiro", aonde eu falarei dos grandes times e jogadores que marcaram a infâncias dos nosso avôs e ajudaram a construir essa história do melhor time Brasileiro do século XX, repleta de grandes conquistas e grandes emoções. Pois são 91 anos de muita história pra ser contada, 91 anos repletos de grandes times, de grandes craques que pelo Cruzeiro passaram!


Rafael Barbosa